quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Quando a coisa ficou russa


Quando a coisa ficou russa

Algumas das estórias narradas a seguir aconteceram comigo. Outras aconteceram com pessoas que conheci e, outras, bem, outras já nem me lembro bem se realmente aconteceram ou se são apenas fruto da minha imaginação fértil.

A verdade é que tudo começou quando recebi uma proposta para ensinar inglês numa escola de idiomas em Moscou, na Rússia.

Na Rússia?!! Foi isso que meus amigos exclamaram quando souberam da novidade. Todos achavam que eu não voltaria mais. Acreditavam que eu poderia me tornar prisioneiro da KGB ou mesmo refém da perigosa máfia russa.

Que nada! A KGB nem sequer existe mais, pelo menos não com esta sigla. E máfia por máfia, nem é preciso dizer que no Brasil também estamos muito bem servidos neste quesito.

Desafio aceito, embarquei na mais rica experiência profissional e cultural da minha vida.

Mas isso aqui não é um livro sobre dicas de viagem ou diário de férias. Também não tenho a pretensão de ensinar geografia ou política econômica moderna do leste Europeu.

Meu objetivo aqui é relatar de uma forma muito bem humorada as mais embaraçosas encruzilhadas nas quais nos encontramos quando a principal barreira é a falta de comunicação. Quem nunca se viu numa saia justa num país estrangeiro por não saber falar a língua local? E o que dizer então quando não conseguimos ler as placas nas ruas, nas estações de metrô e nas lojas? É preciso lembrar que os russos usam o alfabeto cirílico, que é completamente diferente do nosso bom e velho latino. E se o caixa do supermercado começar a fazer perguntas do tipo "Vai pagar com crédito ou débito?" "Quer a nota fiscal russa ou paulista?"

Aconteceu comigo em Moscou, mas poderia ter acontecido com qualquer pessoa em qualquer canto do planeta. São muitas as enrascadas e armadilhas em que podemos nos meter quando tudo é novo, diferente, estranho e na maioria das vezes completamente incompreensível.

É claro que por tabela, muito dos aspectos culturais e sociais, estilo de vida, comportamento e outras características do dia-a-dia do povo russo acabam sendo descritos em cada estória, numa tentativa de ilustrar com riqueza de detalhes as mais inusitadas situações.

E o mais interessante foi descobrir no final que apesar das inúmeras diferenças, o Brasil e a Rússia tem algo muito bacana em comum: um povo que nunca perde a esperança e sempre acredita em dias melhores para todos!

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